Cala-te...
Calo...
E em cada calo pisado, ferido, machucado, uma carne sangra em alma. Calem-se os calejados dedos e lábios. Sejam silêncio até que a noite volte.
E no calor de teus vazios, as horas possam abrasar-nos.
Cálice...
Um amargo sabor derramado, uma calamidade avisada aos quatro cantos. 
Em cada pétala norteada da rosa dos ventos, uma bolha em viva pele.
Sem menos, sem mais, apenas calem as cálidas manhãs.
E um dia, no despertar das bocas e bandeiras levantadas, encontremos o remédio para dores tão profundas.
E nunca mais calos, calor e silêncio.
Tudo será brado!


Adriana H. Tavares

Deixe um comentário

Azu-leie também